sábado, 24 de novembro de 2012

OBRAS PARA VENDA O.S.T



                                                             

                                                           




                                                                         0,60x 0,80cm


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Natureza morta de Florêncio

FLORÊNCIO



FLORÊNCIO - Mexericas - Óleo sobre tela

FLORÊNCIO - Milho e peneira - Óleo sobre tela

Tradicionalmente, Minas é uma terra de pintores paisagistas. Independente do estilo que aqui pratiquem, tem como tema principal a paisagem, geralmente mineira. Acadêmicos, modernistas ou contemporâneos, é uma tradição que parece ser quase nata. Porém, nesse ambiente de paisagistas, o artista Florêncio se destaca como um dos mais respeitados pintores brasileiros de natureza morta, da atualidade.


FLORÊNCIO - Dia de feira - Óleo sobre tela

FLORÊNCIO - Fartura - Óleo sobre tela

FLORÊNCIO - Frutos - Óleo sobre tela

O codinome Florêncio, que na verdade é um sobrenome de família, é usado pelo artista José Carlos dos Santos. Mineiro de Sete Lagoas, nasceu em 19 de março de 1947. Seus primeiros ensinamentos artísticos vieram através de Pacheco Silva, até que decide ir para o Rio de Janeiro em 1969, onde freqüenta os cursos de desenho e pintura no Parque Lage. Nesse tradicional ambiente, que já formou tantos outros artistas, teve a felicidade de ser orientado por Edgar Walter, Osvaldo Teixeira, Acélio Mello e Armando Viana.


FLORÊNCIO - Frutos - Óleo sobre tela

FLORÊNCIO - Espigas - Óleo sobre tela - 20 x 35

FLORÊNCIO - Legumes - Óleo sobre tela

Já de volta a Belo Horizonte, em 1971, trabalha inicialmente como desenhista publicitário. Só em 1980 que inicia no óleo, e à partir de 1989 passa a se dedicar exclusivamente à pintura. Embora tenha na sua formação acadêmica, amplo estudo de anatomia, decidiu dedicar-se exclusivamente à representação de naturezas mortas, atividade que faz sempre se orientando do natural.


FLORÊNCIO - Arranjo - Óleo sobre tela

FLORÊNCIO - Laranjas e melancia - Óleo sobre tela - 60 x 80

FLORÊNCIO - Maracujás, bananas e morangos - Óleo sobre tela - 40 x 50


Florêncio é uma unanimidade no campo artístico, respeitado pela crítica e bastante solicitado por colecionadores ou simples amantes da arte. Acredito que sua popularidade; além da alta qualidade técnica, é claro; esteja aliada ao fato de que representa quase sempre, os frutos de nossa terra. Os utensílios que só existem por aqui estão sempre lá, como tradicionais gamelas, cestos, tachos, peneiras, cuias, cabaças... Deu a um sóbrio e bem trabalhado acabamento de escola européia, sua contribuição tupiniquim de representação. Um artista absolutamente consciente do forte legado que deixa e da grande contribuição que ainda faz ao cenário artístico nacional.


FLORÊNCIO - Livros de arte - Óleo sobre tela - 60 x 100

FLORÊNCIO - Mesa de ateliê - Óleo sobre tela - 60 x 80

FLORÊNCIO - Natureza morta - Óleo sobre tela - 60 x 80

FALE COM O ARTISTA:
(31) 3773-2916
florenciomail@bol.com.br

HELVÉCIO MORAIS



Helvécio Morais :POR DENTRO DE UMA OBRA

(matéria de José Rosário)

HELVÉCIO MORAIS - Caminho - Óleo sobre tela - 55 x 85 - 2012

Devo admitir que tenho uma admiração muito grande por todos os artistas ligados à Escola de Edgar Walter, principalmente os mineiros, com os quais convivo. Talvez seja mesmo por causa da cumplicidade com a temática, que estão no meu dia a dia com uma intensidade inevitável. Gosto do colorido, da fatura, da riqueza da paleta, do tema em si...
Helvécio Morais possui todas as características que citei acima e sempre se mostrou bem fiel à essa mineiridade que é nata a todos que pintam por aqui.
Essa cena, detalhada nessa matéria, é uma espécie de arquétipo da paisagem mineira. Tem todos os elementos diretamente ligados a tudo que foi defendido nos ensinamentos do Edgar Walter. É uma imagem de muitas possíveis curvas de qualquer estrada  mineira com as quais ainda podemos nos aventurar pelo interior do estado. A pintura é de um frescor único e realizada com uma maestria digna de poucos paisagistas.






- Paisagem com rio
Óleo sobre tela - 55 x 85 - 2005

- Cavaleiro
Óleo sobre tela

  Paisagem
Óleo sobre tela

  Hora da ordenha
Óleo sobre tela

- Terreiro de fazenda
Óleo sobre tela

- Corredeira
Óleo sobre tela

Natural de Medeiros veio morar em Belo Horizonte no ano de 1974, onde ainda reside. Os primeiros ensinamentos na arte vieram com o auxílio de Raimundo Costa, mas se aperfeiçoou na técnica e na temática com o artista Alberto Braga, quando então se ingressou no mundo da arte no ano de 1988.

  Luz da manhã
Óleo sobre tela

Preparando a montaria
Óleo sobre tela

  Matando a sede
Óleo sobre tela


  Músicos
Óleo sobre tela - 50 x 70

 Paisagem bucólica
Óleo sobre tela

Estrada com carroceiro
Óleo sobre tela

O trabalho de Helvécio Morais está praticamente voltado para a temática mineira, com especial atenção para as paisagens e cenas rurais. Desfilam quase sempre pelos seus trabalhos, rios mansos e pedregosos, estradas poeirentas, quase sempre encharcadas de muita luz e penumbra. Cavalos, bois e trabalhadores na rotina de seus afazeres estão também por lá, atestando a mineirice de seu sangue. Como professor, já influenciou muitas gerações e incentivou muitos novos artistas em suas escolhas.

- Ouro Preto
Óleo sobre tela

- Na estrada
Óleo sobre tela

  Estrada com animais
Óleo sobre tela

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Helvécio Morais pintando no ateliê de Cláudio Vinícius

FALE COM O ARTISTA:
(31) 3487-5360

terça-feira, 20 de novembro de 2012

PEDER MORK MONSTED

 

 


Primavera na Floresta Saeby, óleo sobre tela, 120 x 200

No mundo das artes, o reconhecimento a um conjunto de obras produzidas durante toda a vida de um artista, nem sempre chega a tempo para que o mesmo possa usufrui-lo. Não são raros os casos de artistas que passaram todas as suas vidas no anonimato, vindo a falecerem, sem sequer serem reconhecidos no próprio país de origem. O exemplo mais célebre é do holandês Van Gogh, com uma vasta produção de obras, que foram o prenúncio para uma nova maneira de ver e fazer arte. Embora tenha conseguido reconhecimento de seu trabalho ainda em vida, Peder Mork Monsted é um daqueles artistas, com os quais a valorização merecida ainda não veio proporcional à sua vasta e excelente produção.

No bosque, óleo sobre tela, 34,5 x 48

Riacho tranquilo, óleo sobre tela, 48 x 93,5

Águas calmas, óleo sobre tela, 69,8 x 100,3

Peder Mork Monsted nasceu em Balle, perto de Grenaa, na Dinamarca, a 10 de dezembro de 1859 e faleceu aos 82 anos de idade, em Copenhague. Sua biografia é um tanto quanto incompleta e os poucos registros de sua trajetória, não são de todos confiáveis. Mas, o volume e a qualidade de sua obra, em breve lhe trarão o reconhecimento e a valorização que ele merece.

Barulhos da manhã, óleo sobre tela, 40 x 61

Dia de verão em Aalsgaarde, óleo sobre tela, 71 x 97

Moça tricotando, óleo sobre tela

Peder Monsted iniciou seus primeiros estudos em Aarhus. Sabe-se que aos 16 anos de idade ele se ingressou na Academia de Copenhague, onde teve os primeiros ensinamentos administrados por Andries Fritz e Exner Julius. Foi nesse período, que também teve suporte de Kobke Christen, um excelente colorista e Christian Pieter Skorgaarde, um pintor declaradamente nacionalista, do qual Monsted certamente recebeu grande influência para ter em seu conjunto de obras, vários temas que representam a paisagem e as florestas dinamarquesas.

Dia de inverno, óleo sobre tela

Depois da nevasca, óleo sobre tela

Cena de inverno na aldeia, com igreja ao fundo, 71 x 100

Foi um artista que viajou bastante por várias regiões da Europa, norte da África e Oriente Médio, mas, manteve sempre como referência seu ateliê, em Copenhague. Essa pluralidade de ambientes e situações deu ao artista um colorido bem característico e rico. Mesmo com uma veia acadêmica marcante, suas obras tem um sentido apurado de luz e atmosfera, típicos de artistas impressionistas. Isso veio, certamente, pela prática constante de esboços feitos ao ar livre, que realizou por todo seu itinerário de viajante e explorador.

Vista do Etna, de Taormina, óleo sobre madeira, 18 x 42

Pescadores em uma praia na Baía de Capri,
óleo sobre tela, 28 x 48

Geleiras em Montreux, óleo sobre painel montado, 13 x 26

Durante a 1ª Guerra Mundial, Monsted ficou mais entre a Noruega e Suécia, indo para as regiões costeiras do Mediterrâneo pelos anos de 1920 e 1930. Nunca deixando de retratar, porém, as paisagens e o litoral dinamarqueses. A Suíça, França e Itália também fizeram parte de seu roteiro. Esses países, aliás, foram o destino de muitos artistas escandinavos, contemporâneos de Monsted.

Paisagem ensolarada, óleo sobre tela

Riacho ao norte de Copenhague,
óleo sobre tela, 69 x 117

Um rio na floresta, óleo sobre tela

Os trabalhos de Monsted transmitem uma visão romântica e poética, e não é difícil entender porque ele foi considerado o melhor paisagista de seu tempo, na Dinamarca. Ele explorou com habilidade os vários anos de ensinamento acadêmico que recebeu, compondo um estilo artístico realista e bem próprio. A qualidade de suas paisagens é intocável. Tinha uma habilidade extrema para descrever com exatidão, a água e os interiores de florestas.

Lavadeiras, óleo sobre tela, 46,5 x 32,7

Um canto em Innsbruck, Áustria,
óleo sobre tela

Nos arredores de Cairo, óleo sobre tela, 40 x 55

O “ar puro” e naturalista lhe rendeu muito sucesso e prestígio ainda em vida. Em grande parte, isso se deve à sua capacidade de desenvolver uma linha típica, quase esquemática de composição, o que foi muito comum a artistas escandinavos e italianos no final do século XIX. Seus motivos eram geralmente construídos em torno de água parada e árvores, que ele soube retratar tão bem, seja sob a luz do sol ou com densa vegetação sombria.

Paisagem com rio na primavera, óleo sobre tela, 81 x 121

Reflexos da manhã, óleo sobre tela

Um córrego que ruge debaixo de uma ponte na floresta,
óleo sobre tela, 35 x 45

Há em sua obra um conjunto que impressiona, os reflexos são tão bem colocados, a atmosfera límpida representa fielmente céus abertos e fechados, a percepção honesta para todas as estações do ano, seja na luz brilhante da primavera às geladas cenas de inverno. As figuras em suas composições, agem como atores coadjuvantes, valorizando um pouco mais o caráter idílico e especial de seus cenários.

Corredeira, óleo sobre tela, 90,8 x 154,3

Cachoeira em Ryde, óleo sobre tela, 47 x 65,4

Canto de floresta em Copenhague, óleo sobre tela

Embora seja mais conhecido pelas suas paisagens, Monsted também foi um pintor de retratos e cenas de gênero. Foi o pintor preferido do Rei Jorge da Grécia, que o convidou a ficar durante todo o ano de 1893, pintando as cidades e os campos gregos.

Crianças em um piquenique na floresta,
óleo sobre tela, 129 x 93


Um riacho, óleo sobre tela, 85 x 54

Vista de crianças andando em fazenda,
aos arredores de Fredensborg,
óleo sobre tela

Seus trabalhos foram frequentemente exibidos nos Salões de Paris e Munique, referências muito cobiçadas para sua época. Uma grande exposição, quando ainda estava vivo, foi realizada no Palácio Charlottenborg, em Copenhague. Suas pinturas são disputadas em leilões mundo afora e algumas obras podem ser vistas no Museu Dahesh de Nova York, no Museu Chi Mei em Tainan, Taiwan, e também nos museus das cidades de Aalborg, na Dinamarca e Bautzen, na Alemanha.

Um dia de verão, óleo sobre tela, 60 x 40

Gansos em um dia de verão, óleo sobre tela, 50 x 70

O claustro, Taormina,
óleo sobre tela, 96 x 63,5

Apesar de respeitado por todos aqueles que o conhecem, Monsted ainda não possui uma biografia digna e uma catalogação organizada e sistemática de sua vasta produção. Fica aqui, o desejo da publicação de um livro que possa revelar ao mundo, a qualidade suprema de um mestre que os tempos de hoje tanto carece.

Paisagem com ponte de tronco,
óleo sobre tela, 68 x 48,5

Primavera ao longo do córrego, com
andorinhas pegando insetos, óleo sobre tela, 82 x 120

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